The Dirty Car Artist: O Artista do Carro Sujo

Quase todo mundo assim que avista um carro bem sujo, vai lá nos vidros e escreve a clássica frase: ME LAVEM POR FAVOR! Alguns vão até mais longe como o amigo abaixo:

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Mas não Scott Wade! Dirty Car Guy (Cara do Carro Sujo) e Da Vincci of Dust (Da Vincci da Poeira) são apenas alguns pseudônimos que as pessoas chamam, mas ele prefere ser chamado de The Dirty Car Artist (O Artista do Carro Sujo)!

Wade não resiste a um carro sujo e usa seus acessórios para os transformar em ARTE! Sim, não estou dando uma zoadinha, esse cara é um artista nato!

O irônico disso tudo é que o que atrai ele para expressar sua arte é a sujeira dos carros, ou seja, o “relaxamento” dos donos, mas depois que ele faz a obra, dificilmente alguém lava o carro. Humanos.

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O dia em que conheci um gênio

Em outubro de 2001, o SBT estreava o programa “Casa dos Artistas”, você se lembra? Em janeiro do ano seguinte, a Globo estreava o Big Brother Brasil.

Era uma grande novidade para a maioria dos brasileiros porque era a estreia de reality shows no país.

Num domingo qualquer, depois da estreia dos dois programas, minha irmã Vivian e eu assistíamos juntos ao “Casa dos Artistas”. Ela acabou fazendo um comentário que eu me lembrei no último domingo:

- O Silvio Santos é impressionante. Enquanto a Globo foca no tempo, na agilidade, na velocidade do Big Brother, o SBT não tá nem aí. Olha o tempo que o Silvio Santos está com essa mulher ao telefone!

O Silvio conversava com uma mulher ao telefone perguntando coisas do tipo: “de onde você é, qual a sua profissão, o que gosta de comer…”

Minha irmã tinha razão! Na era do “time is money”, o Silvio Santos (apresentador, não o empresário) faz o contrário. Ele estica o tempo a seu favor dando ênfase ao que, a princípio, não interessa. Foi isso que eu pude ver ao vivo, bem perto de mim.

Fui até o SBT para participar do “Jogo das 3 Pistas”. Eu fiquei impressionado como ele, partindo do nada, vai fazendo o show dele. O jogo do qual eu fui participar, era apenas um pretexto.

Com a Playboy da minha “oponente” no jogo, a bailarina Lola Melnick, nas mãos, ele foi fazendo uma série de piadas, uma atrás da outra, que fazia as colegas de trabalho e todo mundo no estúdio se divertir para caramba.

Qualquer outro apresentador no lugar dele ficaria ansioso, correria para “o que interessa”, iria logo para o jogo. Ele não… Ficou folheando a revista dela com aquele sorrisão enquanto fazia perguntas maliciosas pra ela.

E eu ali no meio, assistindo tudo de camarote e pensando: “ele é um senhor! Ele tem 84 anos. Ele é milionário. Se tem um lugar no mundo em que ele não precisa estar, é aqui.”

Antes de entrarmos no palco, ele veio falar com nós dois no camarim, assim que ele saiu, alguém nos falou:

- Agora são meio-dia. Ele fica até as quatro horas da tarde fácil ali no palco. Sem comer, sem beber, sem ir ao banheiro.

Muitas e muitas vezes, ele foi parar no TOP 5 e os espectadores do CQC sempre comentam nas redes sociais: “esse véio tá louco!”

Por tudo que eu pude presenciar, louco é a última palavra que eu associaria a ele. Ele está lúcido, ele sabe exatamente onde está, o que está fazendo e com quem está lidando.

Você pode pensar:  “ah, Oscar. Você tá puxando o saco do cara pra trabalhar lá, seu desempregado.”

Não, te juro que não! Escrevi tudo isso pra dizer o quanto me senti privilegiado e feliz ali, vendo aquele senhor apresentando o programa com a mesma fibra e satisfação de quando eu era pivete e assistia com o meu pai ao “Show de Calouros”. Vida longa, Silvião!!!

Abaixo, o vídeo da minha apresentação no programa.


Vídeo: SBT online

PS: Tô precisando de emprego, hein, Silvio?