Você já deve ter ouvido falar em Anne Frank, não?

Ela foi uma adolescente alemã de origem judaica que, na época da segunda guerra mundial, escrevia um diário considerado hoje em dia um valioso relato da época.

Nas férias eu fui até o Museu Anne FrankEsse local era um anexo à fábrica de seu pai na cidade de Amsterdam, na Holanda, onde ela se escondeu com a família durante 2 anos sem poder sair pelas ruas.

Foi o momento da viagem onde mais me emocionei. Lá eu pude encontrar a passagem secreta com acesso a esse anexo onde a família se escondia sem poder fazer barulho durante o dia ou sequer ir ao banheiro, pois o ruído da água passando pelos canos poderia despertar a curiosidade dos que trabalhavam na fábrica, já que estes não sabiam que a família se escondia lá.

Otto Frank foi o único sobrevivente da família e Miep Gies, uma das funcionárias da empresa que sabia sobre eles, devolveu para ele o diário de Anne e algumas anotações soltas na esperança de que ela fosse voltar para casa.

Otto teve certa dificuldade em transformar o diário em um livro que começou como um simples diário de uma adolescente e tornou-se num comovente testemunho do terror nazista.

Tempos depois, o diário foi traduzido para diversas linguas, mais de 30 milhões de cópias foram vendidas.

Em 1953, uma peça de teatro foi escrita baseada nesse diário.

“Esta peça é parte da minha vida, e a idéia de que minha esposa e filhos, assim como eu, será apresentado no palco é um doloroso para mim.Portanto, é impossível para eu assistir.”

Otto Frank

Mais tarde, em 1958, um filme foi feito com base na história.

A atriz americana Shelley Winters que interpretou o papel de Sra. Van Pels, lembra de uma passagem no set de filmagens:

“Um dia, o diretor do filme George Stevens nos contou que estávamos almoçando com o Sr. Otto Frank, pai de Anne. Ele nunca tinha visto uma produção dessas. Na verdade, ele era bastante corajoso para vir assistir algumas filmagens naquela tarde. Todos nós almoçamos com ele em nossos figurinos surrados e malcheirosas roupas de guerra holandeses. Ele observou todos os atores que estavam retratando seus amigos e familiares. Ele estava tremendo e tinha lágrimas em seus olhos.”

Shelley Winters prometeu a Otto Frank que se o filme ganhasse o Oscar, ela o daria para ele. O filme não foi nada bem nas bilheterias. Apesar disso, o filme ganhou 3 Oscar’s e um deles foi para melhor atriz coadjuvante, precisamente a atriz Shelley Winters.

E essa estatueta está no Museu Anne Frank.

Agora eu posso dizer que eu já cheguei bem perto de uma estátua do Oscar! ;)